Área de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 2024 - 2025 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
17 (dezessete) documentos eletrônicos de áudio, 14 (catorze) documentos eletrônicos de texto
Área de contextualização
Nome do produtor
Entidade custodiadora
História do arquivo
As questões de identidade, gênero e sexualidade são diretamente influenciadas pelo contexto histórico em que as narrativas se desenvolvem, o próprio corpo constitui-se como construção social imanente a "diferentes espaços, tempos, conjunturas econômicas, grupos sociais e étnicos". Na análise de Foucault, evidenciam-se as investidas das instituições para dominar, docilizar e submeter os corpos ao que é socialmente aceito, o que se observa na afirmação de que "o controle da sociedade sobre os indivíduos não opera apenas pela ideologia ou pela consciência, mas tem seu começo no corpo, pelo corpo." Nesse sentido, a comunidade LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Intersexo, Assexuais, Pansexuais, Não Binários) tem enfrentado historicamente desafios significativos em sua luta por igualdade e reconhecimento. No Brasil, a discriminação e a violência contra pessoas LGBT são problemas persistentes. No entanto, o movimento por visibilidade e justiça têm contribuído para a conquista de direitos, como, por exemplo, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF, 2019) que reconheceu o direito ao casamento igualitário. Além disso, a aprovação da Lei 13.811/2019, que inclui a orientação sexual e a identidade de gênero como categorias protegidas contra discriminação, é um passo importante na direção da igualdade. No entanto, ainda há muito a ser feito. A violência contra pessoas LGBT, segundo Benevides (Dossiê, 2023), que mapeou os dados entre 2017 a 2023, os assassinatos de pessoas trans, travestis e não binárias, excetuando o ano de 2017, maior número de assassinatos de pessoas trans na série histórica, foi percebido um aumento entre os anos de 2022 e 2023 de 10,7%. No mesmo momento em que o país observou queda de 5,7% nos assassinatos gerais da população. De acordo com o relatório "Mortes Violentas de LGBT no Brasil" (FBH, 2022), o número de assassinatos de pessoas LGBT no país é alarmante. A visibilidade e a representação das pessoas LGBT na mídia e na cultura também são fundamentais para promover a compreensão e a aceitação. Segundo estudo da Intervozes (2020), a representação LGBT na mídia brasileira ainda é limitada e muitas vezes estereotipada. A comunidade LGBT enfrenta desafios significativos, mas também tem conquistado importantes avanços, e a luta por igualdade e reconhecimento continua a ser uma prioridade.
Referências:
BENEVIDES, Bruna G. Dossiê: assassinatos contra travestis e transexuais brasileiras em 2023. ANTRA - Associação Nacional de Travestis e Transsexuais. 2024.
FBH - Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Mortes Violentas de LGBT no Brasil. 2022.
Intervozes. A representação LGBT na mídia brasileira.2020.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1992.
FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Univ., 1995.
STF - Supremo Tribunal Federal. Decisão sobre casamento igualitário. 2019.
Lei 13.811/2019. Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para dispor sobre crimes resultantes de discriminação ou preconceito.
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Avaliação, seleção e eliminação
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Condições de acesso
Condiçoes de reprodução
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Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
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Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Área de notas
Nota
O objeto digital disponível nos dossiês consiste na síntese das entrevistas. O acesso à transcrição integral desses documentos pode ser realizado no Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami.
Nota
Revisão e indexação no AtoM: Fabiana Zanandrea e Graciela Deon Rodrigues.
Nota
Em processamento.
Nota
Série composta por entrevistas que abordam o debate sobre gênero, sexualidade e identidades.