Primo Francisco Cechin (1933-2020), neto de imigrantes italianos, proveniente de uma família com dez filhos. O entrevistado destaca as dificuldades do trabalho na terra para o sustento da numerosa família que o impediram de dar continuidade aos estudos.
Fonte: informações obtidas na entrevista.
Faleceu dia 08 de abril com 84 anos. Sepultado no Cemitério Público.
Pedro Ubirajara Rosa nasceu no dia 1º de junho de 1989 em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filho de Sergio Ubirajara da Silva Rosa e de Celi Rosa. Graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade de Caxias do Sul. Possui MBA em Comunicação e Semiótica. Tem experiência na área de Linguística, Letras e Artes, com ênfase em Artes Visuais, carnaval, cultura popular, performances culturais e religiões afro-brasileiras. Cenógrafo, fotógrafo e artista plástico. Atuou como bolsista PROBIC/FAPERGS na área de Antropologia. Atualmente é professor da rede pública municipal de ensino de Caxias do Sul. Fonte: Informações obtidas na entrevista e informações coletadas do Lattes em 16/09/2025.
Nasceu em 13 de maio de 1942, na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul (Brasil), onde realizou o primário no Colégio Osvaldo Aranha. Filho de José Pacífico Carneiro, operário da viação férrea, e da dona de casa Maria Amália Carneiro. A política fazia parte do cotidiano familiar desde cedo: o pai era getulista e concorreu a vereador pelo Partido Social Democrático (PSD), em Alegrete; já a mãe, muito católica, apoiava a União Democrática Nacional (UDN). Por volta de 1954, a família mudou-se para o Bairro Navegantes, em Porto Alegre (RS). Na capital, o entrevistado estudou na Colégio Luterano da Paz, na Escola Protásio Alves e no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o “Julinho”. Nesse último local vivenciou a efervescência da militância estudantil e política e aproximou-se do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Posteriormente, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), devido à ilegalidade do PCB. Trabalhou como mandalete e, para incrementar a renda familiar após a morte do pais, ensinava matemática aos colegas na escola. Foi funcionário público municipal e atuou no Pronto Socorro de Porto Alegre. Trabalhou no Sulbanco, também na capital, ingressando no Sindicato dos Bancários. Foi funcionário do Banco do Brasil, em Garibaldi (RS). Em 1968, iniciou o curso de filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS), porém não chegou a concluir. Participou do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Ibiúna (SP), no ano de 1968. Foi preso por doze dias junto a muitos outros estudantes que estavam no congresso. Integrou a Vanguarda Revolucionária Palmares (VAR Palmares), em Caxias do Sul. Em Garibaldi, onde trabalhava, foi preso novamente no dia seis de abril de 1970. Após a prisão, foi detido na Delegacia de Polícia de Caxias do Sul, até ser transferido para Porto Alegre. Na capital, permaneceu preso por um ano e um mês e foi torturado no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Em liberdade, ingressou na Universidade Federal do Rio do Grande do Sul (UFRGS) para cursar Direito. Como ex-preso político vivenciou dificuldades para colocar-se no mercado de trabalho. Com a anistia, voltou a trabalhar no Banco do Brasil até a aposentadoria em 1991. Trabalhou no gabinete de Tarso Genro (1993-1997) e de Raul Pont (1997-2001), do Partido dos Trabalhadores (PT), durante as respectivas gestões na prefeitura de Porto Alegre. Foi diretor de operação portuária no governo Olívio Dutra (1999-2003), e Diretor de Portos, no primeiro governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006).
Dados extraídos da entrevista.
Paulina Soldatelli Moretto (1913-2002), natural de São Marcos, Rio Grande do Sul (Brasil), filha dos imigrantes José [Giuseppe] Soldatelli e Rosa Peliser Soldatelli. Casou-se com Isidoro Domingos Moretto, com quem teve oito filhos, entre eles Dom Paulo Moretto (1936-2023), bispo católico e emérito da Diocese de Caxias do Sul. A entrevistada foi professora municipal em São Marcos (RS). Atuou ativamente junto à Igreja Católica, além de participar do Pio Sodalício Damas da Caridade do Hospital Pompéia. Escreveu os livros “A caminhada dos Soldatelli” (1991), que remonta à origem dos antepassados imigrantes e à trajetória no sul do Brasil, e o “Minhas Memórias” (2003).
Fonte: informações obtidas na entrevista e pesquisa realizada pela Unidade.