<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<eac-cpf xmlns="urn:isbn:1-931666-33-4" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
  <control>
    <recordId>BR RS AHMJSA</recordId>
    <conventionDeclaration>
      <abbreviation>conventionDeclaration</abbreviation>
    </conventionDeclaration>
    <localTypeDeclaration>
      <abbreviation>detailLevel</abbreviation>
      <citation>http://ica-atom.org/doc/RS-2#5.4</citation>
    </localTypeDeclaration>
  </control>
  <cpfDescription>
    <identity>
      <entityType>person</entityType>
      <nameEntry>
        <part>Zulmiro Lino Lermen</part>
        <authorizedForm>conventionDeclaration</authorizedForm>
      </nameEntry>
    </identity>
    <description>
      <existDates>
        <date>n. 14/09/1917 - f. 10/10/1997</date>
      </existDates>
      <biogHist id="md5-93ffc0a1520d2ff95d58c3e279da9cf7">
        <p>Zulmiro Lino Lermen nasceu em 14 de setembro de 1917, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filho de Francisco Lermen, nascido em Saarbrücken na Alemanha, e de Elisa Lermen. Seu pai era proprietário de uma cervejaria, de uma olaria e do Moinho Francisco Lermen &amp; Cia Salomoni, no início do século XX. O entrevistado estudou no Colégio Nossa Senhora do Carmo de Caxias e nos Seminários de São Leopoldo e de Veranópolis (RS). Complementou os estudos com a Faculdade de Línguas Anglo-germânicas em Porto Alegre (RS) e, posteriormente, em Línguas Neolatinas. Lecionou na Escola Normal Duque de Caxias e no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. Casou-se com Iracema Setti, com quem teve duas filhas e um filho. Foi escritor, tradutor, pesquisador e professor de Literatura, Latim e Língua Inglesa. Publicou mais de vinte obras, que vão desde poemas a dicionários de língua estrangeira. Um dos primeiros livros publicados foi “A Missa Negra”, lançado em 1948 e logo recolhido das livrarias por ordem do Arcebispo de Porto Alegre Vicente Scherer. Foi Membro da Academia Caxiense de Letras, tendo colaborado para a sua criação em 1962. Entre os anos de 1967 e 1968, publicou no Jornal Pioneiro o poema épico Gaú-chê-rama-ura, que narra a história do Rio Grande do Sul.  O poema foi descoberto através de pesquisa do Jornal Pioneiro, que se colocou à disposição para publicá-lo. Posteriormente, em contado com a família, tomou-se conhecimento do manuscrito original, que difere da versão publicada que contemplou 180 estrofes, enquanto a do manuscrito é composta de 779 estrofes. Lermen é pouco conhecido na literatura sul-rio-grandense, o que se verifica pela quase escassez de informações sobre o escritor e a obra. Em 1991, foi homenageado como patrono da VIII Feira do Livro de Caxias do Sul.  Lermen faleceu em dez de outubro de 1997.</p>
      </biogHist>
    </description>
    <relations>
      <resourceRelation resourceRelationType="creatorOf" xlink:href="https://arquivomunicipal.caxias.rs.gov.br/index.php/zulmiro-lino-lermen" xlink:type="simple">
        <relationEntry>Entrevista com Zulmiro Lino Lermen</relationEntry>
      </resourceRelation>
    </relations>
  </cpfDescription>
</eac-cpf>
