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Registro de autoridade
Odila Zatti
BR.RS.AHMJSA.AP.OZT · Pessoa · 21/11/1914 a 13/09/1990

Nascida a 21/11/1914 em Caxias – RS, Odila Zatti era a filha única do casal Fioravante Zatti (18/12/1892 a 10/03/1936; filho do casal Giacomo Zatti e Luisa Fregonese) e Leonilda Fasoli Zatti (26/09/1893 a 20/03/1969; filha do casal Giacomo Fasoli e Felicita Fabris), fundadores da casa de comércio que marcou época na então rua Júlio de Castilhos, entre as ruas Borges de Medeiros e Alfredo Chaves.

Iniciou seus estudos no Colégio Pompéia das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Ana Rech, localidade de Caxias. Bastante avançada para a época, a jovem Odila dividia-se entre os bailes de Carnaval do Clube Juvenil, as férias em Torres – RS e as aulas de piano, pintura e dança – em especial o famoso charleston, tão em voga nos bailes dos anos 1920. Concluiu os estudos no Gymnasio Estadoal Feminino Nossa Senhora do Bom Conselho de Porto Alegre – RS: gostava muito das viagens de trem até à capital junto a outros estudantes de Caxias. Sua mãe, Leonilda, a visitava com frequência. Odila formou-se em 14/12/1934.

O título de Rainha da Festa da Uva chegou em janeiro de 1934, dois anos após um episódio que poderia ter comprometido toda a história, quando ainda em Porto Alegre contraiu febre tifoide, perdendo todo o cabelo. De volta a Caxias e recuperada da doença, a jovem de 19 anos foi eleita por voto popular e, na sequência do resultado, ovacionada na varanda de sua casa pelo público e pela Banda do Batalhão de Caçadores. A coroação deu-se em 24/02/1934, em cerimônia realizada no Clube Juvenil, com presenças de José Antônio Flores da Cunha, Interventor Federal, e Joaquim Pedro Salgado Filho, Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio.

Odila sagrou-se Rainha acompanhada pelas aias Yvonne Paganelli, Carmem Hipólito e Ilka Falcão Fontoura, e pelas princesas Alda Gomes, Julieta Dal Prá e Zaíra Pante, com quem participou do corso ocorrido durante a Festa, em um carro alegórico de dezessete metros de comprimento. Sua filha Marta relata que, ao contar a história aos filhos, imitava a música da banda e as palmas das pessoas para que deixasse suas imaginações correrem e que a mãe emprestava às filhas pequenas as pedras preciosas que integravam o traje oficial de rainha, para que brincassem. Sua coroa pertence, atualmente, à filha Vera Festugato De Carli; já o vestido de Odila foi doado ao grupo de teatro da Aliança Francesa, para ser utilizado nas montagens teatrais do grupo, atuante entre 1958 e 1964.

Odila Zatti casou com o médico Gaston Festugato, filho de Antonio Natale (20/08/1881 a 10/01/1970; filho de Giovanni Batista Festugato e Angela Pelosato) e Olga Boscaro Festugato (07/08/1886 a 27/12/1953; filha de Agostino Boscaro e Luisa Santini), em 27/09/1939, nascendo dessa união os filhos Carlos (14/02/1941), Beatriz (15/02/1942), Vera (17/01/1944), Marta (10/10/1950) e Maria (26/11/1954).

Ela faleceu em 13/09/1990, aos 76 anos, vítima de parada respiratória e problemas no fígado.

Euclides Triches
BR.RS.AHMJSA.AP.EUC · Pessoa · 23/04/1919 a 11/02/1994

Euclides Triches nasceu em Caxias do Sul – RS, mais precisamente na região da 9ª Légua (bairro Santa Catarina), no dia 23/04/1919, e era filho de João Triches, oriundo de Santa Giustina, província de Belluno – Itália, e de Adélia Bracaggioli Triches. João e Adélia tiveram cinco filhos: Gino, Euclides, Clélia, Olga e Hilda. Cursou o primário no Colégio Nossa Senhora do Carmo, de sua cidade natal, e no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Bom Princípio, localidade que na época pertencia ao município de São Sebastião do Caí – RS. Após concluir o ginásio no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em 1936, transferiu-se para o Rio de Janeiro – RJ, então Distrito Federal, onde frequentou o “Curso Freycinet”, onde formou-se em Matemática Superior, e o curso preparatório para a carreira militar no ano seguinte.
Sentou praça em abril de 1938 ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de Engenharia em dezembro de 1940. Promovido a segundo-tenente em agosto de 1941, foi transferido ainda nesse ano para o 3º Batalhão Rodoviário, sediado em Lagoa Vermelha – RS, onde participou da construção da rodovia Vacaria/Lagoa Vermelha/Passo Fundo até 1943. Nesse ínterim, foi promovido a primeiro-tenente em outubro de 1942. Em 1944, serviu no 1º Batalhão Ferroviário, com sede em Bento Gonçalves – RS, tendo participado das obras de construção da ferrovia ligando essa cidade a Rio Negro – PR. Nesse mesmo ano, foi lotado no Arsenal de Guerra General Câmara, no Rio Grande do Sul, alcançando o posto de capitão em maio de 1945. Diplomado em engenharia metalúrgica pela Escola Técnica do Exército em 1948, passou no ano seguinte a atuar no Departamento de Fundição de Metais da Fábrica de Juiz de Fora – MG.
Depois de se reformar como major em 1951, iniciou vida política ao se eleger prefeito de Caxias do Sul (31/12/1951 a 31/01/1954) na legenda da coligação formada pelos partidos: Partido Social Democrático (PSD), Partido Libertador (PL), União Democrática Nacional (UDN) e Partido de Representação Popular (PRP), com os slogans “Água para a cidade, estradas para a Colônia” e “Colônia rica, cidade milionária”. No ano seguinte, foi convidado pelo governador Ildo Meneghetti para ocupar a Secretaria de Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul, renunciando ao cargo de prefeito. Ainda em 1955, licenciado da Secretaria, concorreu à prefeitura de Porto Alegre na legenda da Frente Democrática, coligação que reunia a UDN e o PSD, representando o situacionismo estadual. Foi, contudo, derrotado por Leonel Brizola, candidato do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro. Durante sua gestão como Secretário de Obras Públicas do RS, foi concluída a construção do sistema de pontes sobre o rio Guaíba.
Em 1959, depois de encerrado o governo Meneghetti, foi designado para integrar uma comissão técnica no EMFA – Estado-Maior das Forças Armadas, na qual permaneceu até o ano seguinte. Em 1961, foi indicado pelo CNPq – Conselho Nacional de Pesquisas para fazer um estágio de aperfeiçoamento em estabelecimentos industriais de vários países da Europa por um período de um ano. De volta ao país, elegeu-se como Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de outubro de 1962, na legenda da Ação Democrática Popular, integrada pelo PL, o PRP, a UDN e o PDC – Partido Democrata Cristão; foi empossado em fevereiro de 1963 (02/02/1963 a 01/02/1971). Em abril do mesmo ano, tornou-se vice-líder do PDC, ocupando a partir de maio de 1964 (após o movimento político-militar de 31/06/1964, que derrubou o presidente João Goulart) a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27/10/1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em dezembro de 1965 à ARENA – Aliança Renovadora Nacional, partido governista. Em maio do ano seguinte, tornou-se vice-líder da Arena na Câmara, reelegendo-se nessa legenda no pleito de novembro de 1966. Durante seus mandatos, Triches integrou as comissões de Orçamento, de Segurança Nacional e de Minas e Energia da Câmara, tendo sido, no segundo, vice-líder da Arena e do governo. Membro do PSD, fez parte do movimento de partidos de direita (junto com a UDN e o Partido Libertador) para a formação da conservadora ARENA, sustentação civil do regime militar iniciado com em 1º de abril de 1964.
Indicado por Brasília, foi eleito governador do Rio Grande do Sul com respaldo parcial da Assembleia Legislativa Estadual em novembro de 1970, já no governo do General Emílio Garrastazu Médici. Assumiu o cargo em março do ano seguinte, dois meses depois de encerrar seu mandato na Câmara, em substituição a Valter Peracchi Barcelos (15/03/1971 a 14/03/1975). Em sua administração, tomou iniciativas nos setores da educação – cedeu parte da área da Estação Experimental de Viticultura e Enologia da Caxias do Sul para a construção da Universidade de Caxias do Sul –, pecuária, agricultura, indústria, transportes – foi dele a proposição da construção da Rota do Sol –, comunicações e energia. Quando deixou o governo gaúcho, foi substituído por Sinval Guazelli, também arenista e igualmente eleito pela Assembleia Legislativa Estadual. Após seu mandato como governador, seria indicado para a presidência da Amazônia Mineração S/A.
Em 1951, foi eleito Presidente Honorário do Aeroclube de Caxias do Sul. Em 18/10/1974, lhe foi concedido o título de “Cidadão Sul-Lourenciano” pela Câmara Municipal de São Lourenço do Sul – RS.
Durante a inauguração da nova sede da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, em 22/011/1996, o largo que faz a integração entre o Centro Administrativo Municipal e a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi oficialmente denomidado “Centro Cívico Euclides Triches”. No local, foi instalada uma herma com a imagem de Triches, de autoria do escultor caxiense Bruno Segalla.
Era casado com Neda Mary Eulália Ungaretti Triches, com quem teve um filho, André Ungaretti Triches [1962]. Faleceu no dia 11/02/1994, aos 74 anos, vítima de problemas cardiovasculares, no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre. Foi velado no Palácio Piratini e sepultado no Cemitério Público Municipal de sua cidade natal.

Enio Luiz Arioli
BR.RA.AHMJSA.AP.ARI · Pessoa · Brasil, Caxias- RS, em 10/11/1928 / Brasil, Caxias do Sul – RS, em 01/11/1992

Enio Luiz Arioli, nasceu em 10/11/1928, filho de José Arioli (18/12/1884 - 02/08/1966) e de Edithe [Edith, Felice, Fenice] Pezzi Arioli (24/05/1888 – 09/05/1950). Era o caçula de 9 irmãos: Tereza Joana Arioli “Terezinha” (1910- indeterminado); Joana Arioli “Joaninha” (1912-1979); Carlito Arioli (1913 - 1994); Adelina Arioli (1917-1981); Gema Arioli (1919-1921); Maria Arioli (1921-1921); Mansueto Arioli (1922- indeterminado); Alberto Arioli (1925- 2021).

Iniciou sua vida profissional na Metalúrgica Abramo Eberle no cargo de aprendiz, no setor de Depósito e Expedição e durante 46 anos (13/04/1943 a 29/01/1988) exerceu diversas funções dentro da empresa, sendo gerente do Varejo de Caxias do Sul, no período de 1952 a 1974. Sendo homenageado com o Jubileu de Prata em 1968. Após, de 1974 a 1988, gerenciou a filial da empresa em Porto Alegre-RS. Neste período, entre 1981 e 1982, Enio foi transferido para a fábrica matriz de Caxias do Sul, assumindo a Gerência Nacional de Vendas das fábricas nº 2 e 8. Em 1982 foi novamente transferido como Gerente de Vendas da Regional de Porto Alegre, fábricas nº 2 e 8.

Casou-se com Ada Therezinha Chiaradia em 09/02/1952, e com ela teve 3 filhos: Alexandre Luiz (14/11/1952), Adriana Maria (30/09/1959) e Vicente José (12/11/65).

Recebeu muitos prêmios e homenagens pela sua atuação na área de vendas. Ajudou a fundar o Rotary Clube Imigrante, onde foi eleito o 1º Presidente durante o mandato 1969-1970; Participou de curso na Escola Superior de Guerra (ADESG) em 1966; Integrou desde a fundação o Clube dos Diretores Lojistas de Caxias do Sul (CDL), sendo Presidente nos anos de 1966-1967; Integrou a Ordem Maçônica na Loja Duque de Caxias – 3º Milênio, Caxias do Sul, sendo iniciado em 02/02/1973.

Por meio do Processo legislativo nº XXV/99 de autoria do vereador Francisco Assis Spiandorello foi aprovada a Lei nº 5.115 de 12 de maio de 1999, que denomina a rua Enio Luiz Arioli, no Bairro Esplanada, loteamento Residencial Madre Xavier.

Faleceu em 01/11/1992, aos 63 anos, em Caxias do Sul- RS.

Aldo Pedro Fedrizzi [e família]
BR RS AHMJSA AP-FED · Pessoa · 07/08/1920 a 04/05/1992

Aldo Pedro Fedrizzi nasceu no dia 07 de agosto de 1920, na localidade de São Romédio, situado no Travessão Santa Teresa da Quinta Légua de Caxias do Sul. Era filho de Antonio Fedrizzi e Eliza Gollo Fedrizzi e neto de Celeste Fedrizzi e Raimunda Webber Fedrizzi. Casou-se no dia 04 de maio de 1946, na Catedral Diocesana Santa Teresa, com Aládia Celínia Pedron, nascida aos 21 de outubro de 1923 e filha de Luminato Pedron e Maria Segat Pedron. O pai de Aládia, Luminato Pedron, foi um grande empresário, proprietário de cantina de vinhos e um dos primeiros sócios da Sociedade Vinícola Rio Grandense Ltda.; foi sócio, ainda, de uma empresa de materiais de construção, além de possuir sociedade em outros ramos de negócios.

Aldo e Aládia tiveram três filhos: Aldo José Pedron Fedrizzi, nascido a 23 de abril de 1956 (casou-se com Jaqueline de Azevedo e tiveram um filho, chamado Arthur de Azevedo Fedrizzi, nascido em 25 de janeiro de 1993; Arthur nascera surdo, como o pai); Arnaldo Pedron Fedrizzi, nascido a 22 de janeiro de 1958 e Arlete Regina Pedron Fedrizzi, nascida a 18 de Março de 1960.

Aldo foi fundador do Instituto de Educação de Surdos (em 22 de agosto de 1960), visando não só um tratamento para o filho bem como um auxílio a outros pais que também tiveram filhos com a mesma necessidade especial. Aldo José foi o primeiro aluno matriculado da instituição, localizada na Vila Kayser e anexa ao Grupo Escolar João Paternoster, atual Escola Olga Maria Kayser. Aldo foi buscar em Porto Alegre o professor surdo David Battastini Filho para ministrar aulas ao filho e aos demais alunos que estavam sendo matriculados na Instituição. O Instituto usou esta sala do grupo escolar Paternoster por pouco tempo, pois, entre os meses finais de 1960 até o início de março de 1961, o Instituto de Educação de Surdos usou uma construção de madeira que foi a biblioteca Monteiro Lobato, no Parque Infantil Monteiro Lobato, no então Bairro Guarany, atual bairro Exposição.
Em março de 1961, mudou-se para o Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer; em agosto de 1963, o instituto retornou para o local onde estava a biblioteca (Rua Santos Dumont, próximo da MAESA), mas com nova sede: um prédio em alvenaria, onde permaneceu de 1963 a 1986. Atualmente (2016), no mesmo prédio inaugurado em 1963, funciona a Sociedade dos Surdos de Caxias do Sul e o Centro de Atenção Psicossocial.

Aldo Pedro Fedrizzi faleceu aos 04 de maio de 1992 e Aládia Celínia Pedron Fedrizzi faleceu aos 27 de Outubro de 2014.

Valter Romeu Casara
BR RS AHMJSA · Pessoa · n.25/08/1933

Nasceu em 25 de agosto de 1933, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Filho de Frederico Casara, um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na cidade, e de Leonilda Garbim Casara. Estudou no Colégio São Carlos e no Colégio Nossa Senhora do Carmo, onde realizou o ensino primário e o ginásio. Em 1958, graduou-se na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre (RS). Possui especialização em Administração Geral pela Universidade de Caxias do Sul(1998). Em 1959, ingressou na Universidade de Caxias do Sul (UCS) como professor do curso de Ciências Políticas e Econômicas. Foi diretor administrativo e financeiro da Metalúrgica Gazola S. A. Em 1992, deixou a função de diretor e passou a atuar como membro do Conselho de Administração da empresa. Após o Golpe Civil Militar de 1964, foi preso sem razão aparente ainda no mês de abril e enviado a Porto Alegre, onde permaneceu detido por dez dias. Ao retornar a Caxias, foi obrigado a assinar um controle de presença diariamente no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) durante um ano.
Informações extraídas da entrevista e do Currículo Lattes.

Luiz Pizzetti
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 01/04/1924 - f. 25/12/2018

Nasceu em primeiro de abril de 1924. Filho de Aquiles Pizzetti e de Itália Busanello Pizzetti, imigrantes italianos estabelecidos em Criciúma, Santa Catarina (Brasil). Em 1951, o entrevistado mudou-se com a esposa para Caxias do Sul (RS), onde exerceu inicialmente a atividade de sapateiro. Posteriormente, trabalhou na Indústria de Calçados Longhi, na Indústria de Refrigerantes Marabá e aposentou-se como taxista. Estudou no Colégio Supletivo Sindical. Atuou como liderança comunitária no Bairro Medianeira, integrou os Sindicatos Reunidos e o Sindicato da Alimentação e participou da fundação da União das Associações de Bairro (UAB) e das Associações de Moradores de Bairros (AMOB’S). Em 1954, ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), clandestino à época, a convite de Percy Vargas de Abreu e Lima. Atuou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e na Aliança Republicana Socialista (ARS). Pela ARS concorreu ao cargo de vereador, em 1963, tornando-se suplente de Percy Vargas de Abreu e Lima. Com o Golpe Civil Militar (1964), Pizzetti foi preso no mesmo período que Percy Vargas de Abreu e Lima, Henrique Ordovás Filho, Ernesto Bernardi, Bruno Segalla e Leovegildo Campos. Permaneceu encarcerado por trinta e seis dias, porém o processo de interrogatório e o controle de presença estenderam-se por mais seis anos. Durante o regime ditatorial, participou do diretório do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Pizzetti recebeu do Legislativo o título de Cidadão Caxiense, no ano de 1998, e, em 27 de março de 2013, foi agraciado com o Prêmio Caxias do Sul. Faleceu em 25 de dezembro de 2018.
Dados extraídos da entrevista e da Câmara Municipal de Caxias do Sul.

Esther Troian Benvenutti
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 16/05/1916 - f. 16/10/1983

Esther Troian Benvenutti nasceu em dezesseis de maio de 1916, em Ana Rech, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filha de Francisco Troian e de Angelina Corso Troian, descendentes de imigrantes italianos. Foi aluna da professora Ercília Petry, imigrante italiana oriunda de Milão e primeira educadora da localidade de Ana Rech. A entrevistada foi professora e começou a lecionar com apenas treze anos devido à escassez de profissionais na região. Em 1943 atuou como a primeira orientadora de ensino do Estado do Rio Grande do Sul em Caxias do Sul. Já de 1947 a 1960 foi diretora da Instrução Pública Municipal. Eleita pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com 1068 votos, atuou no Legislativo entre 1960 e 1962, onde exerceu as funções de secretária e vice-presidente da casa. Foi diretora da Escola Normal Duque de Caxias (atual Instituto de Educação Cristovão de Mendoza) de 1961 a 1963 e coordenadora do Serviço de Descentralização do Ensino Primário durante o governo de Leonel de Moura Brizola (1959-1963). Em dezenove de março de 1963 passou a exercer a função de Diretora Executiva da Comissão Municipal de Amparo à Infância (COMAI) até 1967, ano em que se aposentou. Faleceu em dezessete de outubro de 1983.

Alice Gasperin
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 1906 - f. 2002

Alice Gasperin nasceu no ano de 1906 em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul (Brasil). Iniciou sua trajetória profissional como educadora na década de 1920 até meados dos anos 1960. Foi professora municipal desde os quatorze anos na região de Barracão, onde lecionou por vinte e quatro anos. Posteriormente, atuou como professora do Grupo Escolar Farroupilha. Sempre buscou aperfeiçoamento com leituras e cursos de atualização, além de ser uma estudiosa da imigração italiana, produzindo memórias autobiográficas e de sua comunidade. O primeiro livro, publicado em 1984 aos 78 anos de idade, foi “Vão Simbora: relatos de imigrantes italianos da Colônia Princesa Dona Isabel”, um registro de suas memórias, passando pelos avós imigrantes, pelos pais, pela comunidade e pela vida escolar. Em 1980, publicou o segundo livro, “Farroupilha: ex-colônia particular Sertorina” e aos 94 anos publicou “Ricordi della Colonia - Lembranças da Colônia”, escrito em dialeto. Alice Gasperin ocupou a cadeira número 7 da Academia Caxiense de Letras (ABL). Em 1990, foi convidada para ser a patrona da VII Feira do Livro de Caxias do Sul e, em 1996, recebeu o Título de Cidadã Caxiense. Faleceu em 2002.

Gemma Martinato Callegari
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 08/06/1923

Gemma Martinato Callegari nasceu no dia oito de junho de 1923, na cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul (Brasil), filha de Guerrino Martinato e de Marguerita Giacomini Martinato. Casou-se com Danilo Calegari, com quem teve três filhos. Estudou no Colégio São José, em Caxias do Sul, e em 1941 ingressou na Escola Superior de Educação Física (ESEF), em Porto Alegre (RS). Lecionou em Passo Fundo (RS) e no Grupo Escolar Getúlio Vargas, em Bento Gonçalves (RS). Em Caxias do Sul, lecionou no Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer e na Escola Normal Duque de Caxias, posteriormente nomeada Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza.

Iró Nabinger Chiaradia
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 04/03/1921 - f. 24/06/1999

Iró Nabinger Chiaradia nasceu dia 04 de março de 1921, em Montenegro, Rio Grande do Sul (Brasil), filha de João Pedro Felipe Nabinger e de Elma Anna Joana Nabinger. Foi professora na Escola Estadual Henrique Emílio Meyer, de 1946 a 1967, e no Instituto Estadual Cristóvão de Mendoza, de 1957 a 1967, onde atuou também como vice-diretora em 1963 e como diretora de 1983 a 1985, após a aposentadoria. Em 1958, foi diretora da Escola Estadual Santa Catarina, onde se destacou na criação e na organização da escola. Foi Delegada da 4ª Delegacia de Ensino em 1974 e vereadora municipal pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA) entre 1973-1976. Faleceu em 1999.