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Registro de autoridade
Reno Mancuso
Pessoa · 11-11-1919 1974
Mauro De Blanco
Pessoa · 20-12-1923 2010

Nasceu em Bagé, RS, em 20 de dezembro de 1923. Filho do espanhol, natural de Odense, Claudino De Blanco e Aurila Couto De Blanco, Mauro teve uma irmã chamada Maria Helena. Sua infância foi marcada pelas contantes mudanças de endereço da família, até fixar endereço em Porto Alegre. Iniciou sua crreira profissional no Studio Aurora de Sioma Breitman em fevereiro de 1937, aos 13 anos de idade. Mauro De Blanco começou seu aprendizado pelo laboratório: revelava e lavava os negativos de vidro, além de preparar o revelador e o fixador seguindo as fórmulas prescritas. Fazendo uso de lápis e raspadeira, aprendeu a retocar negativos em vidro. Trabalhou no estúdio de Francisco Barnils, de 1939 a 1941, em Bagé, em idade para prestar serviço militar, deixou o trabalho para servir no Regimento de Cavalaria. Retornando a Porto Alegre trabalhou no Foto Apolo, de propriedade de Silvino Otto.
Trabalhou no Rio de Janeiro para os estúdios “Ávila” e “Nikolas”. Retornou a Porto Alegre, onde conheceu Giacomo Geremia. No Studio Geremia, atuou de 1943 a 1950 como retocador. O desejo de ter o próprio ateliê fez nascer a sociedade com o colega Ary Cavalcanti e a decorrente abertura do “ Studio Cavalcanti e de Blanco” A parceria foi breve, após dois depois Mauro retornava ao Studio Geremia, permanecendo até 1957.
Em fevereiro de 1958, com o nome De Blanco Fotografias, Mauro inaugurava seu estúdio sito a Rua Dr. Montaury, nº. 707. Fazendo uso do claro-escuro e do movimento, difundia em Caxias um novo estilo de fotografar. Aboliu o retoque e os cenários suntuosos. Em 1965, transferiu-se para Av. Júlio de Castilhos, n° 1648, transformando o novo endereço no espaço por excelência dos retratos. Utilizando poucos recursos cênicos e tendo a luz como aliada, Mauro retratou noivas, atrizes, rainhas e princesas da Festa da Uva, produziu ensaios fotográficos, uma pratica habitual entre as famílias abastadas da cidade. Em 1982, desativou o estúdio, concentrando a vida profissional e privada em sua casa no Bairro Jardim Margarida.
Ao longo de mais de 50 anos de atividade, deu preferência ao retrato, mas também dirigiu o olhar e as câmeras para personagens anônimos das ruas e fábricas. Nas fotografias para jornais e revistas, capturou flagrantes do cotidiano, registrou eventos culturais e esportivos, principalmente jogos de futebol. O envolvimento com as artes o levou a participar do Ateliê de Teatro da Aliança Francesa (1958-1964). Como amador participou da peça Arsênico e Alfazema; como fotógrafo, registrou ensaios, cenas no camarim e no palco, documentando com maestria uma época de efervescência cultural da cidade. Ampliou suas atividades, prestando serviços à Metalúrgica Abramo Eberle por cerca de 40 anos. Além de fotografar produtos para catálogos, calendários e revistas, seu olhar captou pessoas e máquinas na linha de produção. A partir de 1970 estendeu seus serviços publicitários para a Metalúrgica Bellini, Grupo de Zorzi, Randon S.A. Grupo Stédile, Lanifício Shebe, Fasolo Artefatos de Couro LTDA, entre outras, especulando efeitos de luz, escolhendo o melhor ângulo, criando equipamentos. Mauro é da geração dos pioneiros na fotografia publicitária caxiense. Comprometido com sua categoria profissional, fundou a Associação dos Fotógrafos Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação dos Fotógrafos de Caxias do Sul, seu propósito era regulamentar a profissão.
No tempo livre, Mauro dava vazão ao seu talento fotografando a paisagem rural: Profissionalmente, deixou de fotografar por volta de 1985.
Mauro faz parte da geração de fotógrafos que passou pelas chapas de vidro, pelo retoque para corrigir e embelezar retratos. Acompanhou a evolução da fotografia, sempre atento a dar singularidade ao seu trabalho. Faleceu em 19 de outubro de 2010. A sua trajetória profissional está agrupada nos negativos e positivos que ele próprio preservou e que retrata mais de meio século da história da fotografia em Caxias do Sul. Recebeu diversos prêmios: Prêmio da melhor fotografia (Inferno de Dante), concurso nacional da Revista “Aconteceu”, RJ, 1952; Prêmio: Helsinki Exibition of Photographi Art, Finlândia; 1959; AOP Calcutá Internacional of Photographi, Índia, 1959; Prêmio Pondicherry Salon, Índia. 1959; Prêmio Aliança Francesa – Salão Internacional, 1962; Prêmio Foto Cine Gaúcho, 1962; Prêmio Salão Internacional de Tokio, Japão, 1961; Prêmio Salão Internacional de Arte Fotográfica do RS, 1962; Prêmio 2° Salão Internacional de Nova Friburgo, 1962.

Domingos Mancuso
Pessoa · 04-12-1885 05-05-1942

Natural de Leonforte, Sicília, Domingos Mancuso nasceu em 4 de dezembro de 1885. Aos dois anos de idade emigrou para o Brasil acompanhado dos pais Santo e Carmela Mancuso e seus quatro irmãos. Em 1887 a família desembarcou em Porto Alegre. Domingos cruzou muitos caminhos até descobrir o gosto pela fotografia, o qual desenvolveu-se quando trabalhou no estúdio de Virgilio Calegari, em Porto Alegre. De visita ao irmão Salvador, dá-se o primeiro contato de Mancuso com Caxias, onde ele vem a conhecer Cecília Fonini. Em finais de 1908, vem a Caxias com o intuito de montar seu Atelier Photográphico. A transferência em definitivo para Caxias se dá no ano de 1909, onde no dia 31 de julho, acontece o casamento de Domingos com Cecília. Mancuso abre seu primeiro estúdio fotográfico em sociedade com seu cunhado Pedro Fonini, empreendimento denominado "Mancuso&Fonini", com curta duração. Logo depois Domingos abre seu próprio ateliê chamado "Mancuso Caxias", localizado na Rua Sininbu, entre as ruas Doutor Montaury e Visconde de Pelotas, o estúdio funcionava em uma casa de madeira que também servia de residência da família. Ali nasceria os sete filhos de Domingos e Cecília: Caetano, Clemente, Cyro, Carmela, Ruby, Reno e Rômulo. Mancuso registrou cenas cotidianas da colonia/cidade a partir de sua vinda definitiva em 1909 e prossegiu com o ofício até a década de 30 quando, em decorrencia da perda da visão, entrega ao filho Reno à continuidade do estúdio. Domingos Mancuso faleceu às 20 horas do dia 5 de maio de 1942, aos 57 anos de idade devido a complicações cardíacas pós operatórias.

Isabel Daneluz
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 12/11/1944

Isabel Daneluz nasceu no dia doze de novembro de 1944 em Santa Lúcia do Piaí, município de Caxias do sul (RS), filha de Atílio Frizzo e Vitalina Ferrazza Frizzo. Estudou na Escola Madre Imilda, onde realizou a formação de nível médio em magistério. A entrevistada foi professora de alfabetização. Casou-se em janeiro de 1973 com Juvelio Daneluz. Iniciou a docência na escola de Santa Lúcia do Piaí. Na Escola Aquilino Zatti foi professora até aposentar-se.

Juvelino Daneluz
BR RS AHMJSA · Pessoa · n.15/08/1944

Juvelino Daneluz nasceu dia quinze de agosto de 1944, em Santa Lúcia do Piaí, município de Caxias do Sul (RS), na localidade de Camaldoli, filho de Pedro Daneluz e de Bernardina Andreatta Daneluz. Estudou na Escola Murialdo de Ana Rech. Casou-se em janeiro de 1973 com Isabel Frizzo. Formou-se professor rural em 1962. Iniciou a docência no ano de 1964 na escola Doutor Abelardo José Nacul, em Capão Bonito (RS), à época pertencente a Lagoa Vermelha (RS); foi professor, secretário e bibliotecário na Escola Professor Apolinário Alves dos Santos, onde se aposentou após quatorze anos de atuação. Fundou a Agropecuária Daneluz, atualmente administrada pelos filhos. Juvelino é um declamador conhecido na região da serra por recitar e criar poesias gaúchas.

Zulmiro Lino Lermen
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 14/09/1917 - f. 10/10/1997

Zulmiro Lino Lermen nasceu em 14 de setembro de 1917, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filho de Francisco Lermen, nascido em Saarbrücken na Alemanha, e de Elisa Lermen. Seu pai era proprietário de uma cervejaria, de uma olaria e do Moinho Francisco Lermen & Cia Salomoni, no início do século XX. O entrevistado estudou no Colégio Nossa Senhora do Carmo de Caxias e nos Seminários de São Leopoldo e de Veranópolis (RS). Complementou os estudos com a Faculdade de Línguas Anglo-germânicas em Porto Alegre (RS) e, posteriormente, em Línguas Neolatinas. Lecionou na Escola Normal Duque de Caxias e no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul. Casou-se com Iracema Setti, com quem teve duas filhas e um filho. Foi escritor, tradutor, pesquisador e professor de Literatura, Latim e Língua Inglesa. Publicou mais de vinte obras, que vão desde poemas a dicionários de língua estrangeira. Um dos primeiros livros publicados foi “A Missa Negra”, lançado em 1948 e logo recolhido das livrarias por ordem do Arcebispo de Porto Alegre Vicente Scherer. Foi Membro da Academia Caxiense de Letras, tendo colaborado para a sua criação em 1962. Entre os anos de 1967 e 1968, publicou no Jornal Pioneiro o poema épico Gaú-chê-rama-ura, que narra a história do Rio Grande do Sul. O poema foi descoberto através de pesquisa do Jornal Pioneiro, que se colocou à disposição para publicá-lo. Posteriormente, em contado com a família, tomou-se conhecimento do manuscrito original, que difere da versão publicada que contemplou 180 estrofes, enquanto a do manuscrito é composta de 779 estrofes. Lermen é pouco conhecido na literatura sul-rio-grandense, o que se verifica pela quase escassez de informações sobre o escritor e a obra. Em 1991, foi homenageado como patrono da VIII Feira do Livro de Caxias do Sul. Lermen faleceu em dez de outubro de 1997.

Esther Troian Benvenutti
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 16/05/1916 - f. 16/10/1983

Esther Troian Benvenutti nasceu em dezesseis de maio de 1916, em Ana Rech, Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filha de Francisco Troian e de Angelina Corso Troian, descendentes de imigrantes italianos. Foi aluna da professora Ercília Petry, imigrante italiana oriunda de Milão e primeira educadora da localidade de Ana Rech. A entrevistada foi professora e começou a lecionar com apenas treze anos devido à escassez de profissionais na região. Em 1943 atuou como a primeira orientadora de ensino do Estado do Rio Grande do Sul em Caxias do Sul. Já de 1947 a 1960 foi diretora da Instrução Pública Municipal. Eleita pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), com 1068 votos, atuou no Legislativo entre 1960 e 1962, onde exerceu as funções de secretária e vice-presidente da casa. Foi diretora da Escola Normal Duque de Caxias (atual Instituto de Educação Cristovão de Mendoza) de 1961 a 1963 e coordenadora do Serviço de Descentralização do Ensino Primário durante o governo de Leonel de Moura Brizola (1959-1963). Em dezenove de março de 1963 passou a exercer a função de Diretora Executiva da Comissão Municipal de Amparo à Infância (COMAI) até 1967, ano em que se aposentou. Faleceu em dezessete de outubro de 1983.

Alice Gasperin
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 1906 - f. 2002

Alice Gasperin nasceu no ano de 1906 em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul (Brasil). Iniciou sua trajetória profissional como educadora na década de 1920 até meados dos anos 1960. Foi professora municipal desde os quatorze anos na região de Barracão, onde lecionou por vinte e quatro anos. Posteriormente, atuou como professora do Grupo Escolar Farroupilha. Sempre buscou aperfeiçoamento com leituras e cursos de atualização, além de ser uma estudiosa da imigração italiana, produzindo memórias autobiográficas e de sua comunidade. O primeiro livro, publicado em 1984 aos 78 anos de idade, foi “Vão Simbora: relatos de imigrantes italianos da Colônia Princesa Dona Isabel”, um registro de suas memórias, passando pelos avós imigrantes, pelos pais, pela comunidade e pela vida escolar. Em 1980, publicou o segundo livro, “Farroupilha: ex-colônia particular Sertorina” e aos 94 anos publicou “Ricordi della Colonia - Lembranças da Colônia”, escrito em dialeto. Alice Gasperin ocupou a cadeira número 7 da Academia Caxiense de Letras (ABL). Em 1990, foi convidada para ser a patrona da VII Feira do Livro de Caxias do Sul e, em 1996, recebeu o Título de Cidadã Caxiense. Faleceu em 2002.

Aura Ribeiro Mendes da Silva
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 02/04/1922 - f. 15/06/2021

Aura Ribeiro Mendes da Silva nasceu no dia 02 de abril de 1922, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filha de Américo Ribeiro Mendes e de Antonieta Amoretti Mendes. Neta de Antônio José Ribeiro Mendes, que teria sido responsável pela condução da primeira leva de imigrantes italianos do Rio de Janeiro a Caxias. O pai de Aura criou a Tipografia e a Livraria Mendes, foi também um dos fundadores do Clube Juvenil, assim como do primeiro Círculo de Pais em Mestres, vinculado à Escola Complementar de Caxias. O avô materno, Nicolau Amoretti, criou a Associação Comercial, atual Câmara de Indústria e Comércio (CIC) da cidade. A entrevistada estudou na Escola Complementar de Caxias (denominada Escola Normal Duque de Caxias em 1943) e, em 1942, cursou a Escola Superior de Educação Física (ESEF), em Porto Alegre. Lecionou na Escola Bento Gonçalves da Silva, localizada na cidade de Bento Gonçalves, no Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer, onde implementou o uso do calção esportivo para as meninas e no Instituto Estadual de Educação Cristovão de Mendoza, onde treinou as equipes de voleibol feminino e permaneceu até a aposentadoria. Hospitalizada devido à uma fratura no fêmur, faleceu no dia 15 de junho de 2021.