Laura Maria Balconi Chiaradia nasceu em 5 de abril de 1925, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filha de João Balconi e da imigrante italiana Giulia Del Angelo, proveniente de Bergamo, na Lombardia. Casou-se em 14 de setembro de 1945 com Giovanni Chiaradia com quem teve três filhos. Foi professora alfabetizadora no Grupo Escolar Henrique Emílio Meyer a partir da década de 1950 até meados de 1970. Faleceu em 2017.
Saul João Devenz nasceu no dia nove de novembro de 1955, filho de Alcides João Devenz e de Zélia Catarina Mezzomo Devenz, em Flores da Cunha, Rio Grande do Sul (Brasil). O pai foi professor de “leitura e interpretação de desenho”, no SENAI – Nilo Peçanha, durante trinta e nove anos. O entrevistado estudou no Instituto de Educação Cristóvão de Mendoza e no SENAI. Trabalhou na Robertshaw do Brasil em 1974. Ainda na instituição SENAI, foi professor de mecânica, entre 1977 e 1992, e a partir de 1992 exerceu o cargo de diretor. Em 2012, ano da entrevista, continuava atuando como diretor dessa instituição.
Roberto Segalla nasceu no dia 15 de dezembro de 1925, filho de Antônio Segalla e de Maria Panarotto Segalla, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Estudou na Escola Elementar José Bonifácio e no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Trabalhou na Metalúrgica Abramo Eberle e foi professor instrutor do SENAI Nilo Peçanha.
Zilca Rossi Montanari nasceu em 05 de maio de 1923, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filha de Henrique Rossi e de Ernesta Storchi Rossi, imigrantes provenientes de Mântua, Itália. Estudou no Colégio Elementar José Bonifácio e na Escola Normal Duque de Caxias. Em 1943, cursou Educação Física na Escola Superior de Educação Física (ESEF) em Porto Alegre (RS). Iniciou o magistério em Lagoa Vermelha (RS). Lecionou no Grupo Escolar José de Alencar em São Francisco de Paula (RS). Transferida para Caxias do Sul, foi professora no Grupo Escolar do Burgo (atual Escola Estadual de Ensino Fundamental Ivanyr Euclínia Marchioro). Lecionou no Grupo Escolar Emílio Meyer, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Penna de Moraes e na Escola Normal Duque de Caxias. Trabalhou no Colégio São Carlos após a aposentadoria.
Suely Bascu nasceu no dia 27 de novembro de 1914, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Cursou o Primário no Colégio Elementar José Bonifácio até 1927, e a Normal na Escola Complementar, a partir de 1929. Exerceu o magistério nessa última instituição, nomeada posteriormente Escola Normal Duque de Caxias, no período de 1934 a 1948. Após a aprovação em concurso, trabalhou na Superintendência do Ensino Normal com o encargo de lecionar Didática Geral e Didática Especial aos Cursos Normais. Atuou na Escola Normal São José e aposentou-se como Fiscal de Ensino desta escola em 1969.
Olindo Müller (Irmão Bonifácio) nasceu em em 14 de julho de 1919, em Santo Cristo, Rio Grande do Sul (Brasil), filho de José Müller e de Maria Müller. Cursou a Faculdade de Letras Clássica na Pontifícia Universidade Católica, chamada à época de Faculdade Livre. Em 1940, iniciou suas atividades no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em Caxias do Sul. Em 1941, atuou no Colégio Santo Antônio e, posteriormente, no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre (RS). Retornou às atividades no Carmo e após nove anos foi transferido para a Escola de Magistério da Faculdade La Salle de Canoas, onde permaneceu um ano. Em seguida, foi destacado para a abertura de um colégio no interior de São Paulo, na cidade de São Carlos, o atual Colégio Diocesano. Após esse período, retornou ao Colégio Nossa Senhora do Carmo. Em 1981, os Irmãos Lassalistas assumiram uma escola de três mil alunos pertencente à Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ), onde Irmão Bonifácio permaneceu por um ano. Na ocasião de seus noventa anos, foi homenageado pela Câmara dos Vereadores de Caxias do Sul. Foi responsável pelo Coral dos Canarinhos e um dos fundadores da Banda Marcial do Carmo, além de organista do colégio e da Catedral Diocesana. Na década de 1980, foi um dos fundadores do Núcleo Bandeirante da cidade. Atuou como representante do Carmo na Escola São Vicente, situada no Bairro Jardelino Ramos, propriedade dos Irmãos Lassalistas até 2006, quando passou a integrar às escolas municipais de Caxias do Sul. Faleceu em 16 de junho de 2015.
Louseno Menegotto nasceu no dia nasceu no dia 25 de junho de 1928, filho de Luiz Menegotto e de Laura Maria Ramon Menegotto, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Estudou no Seminário Nossa Senhora Aparecida e no Seminário Maior Conceição, em São Leopoldo. Cursou Direito em Caxias do Sul. Foi professor no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de 1951 a 1976. Casou-se com Syria Antônia Detânico em 1955, com quem teve duas filhas e um filho. Fundou a Eletrônica Menegotto em 1959. Foi também um dos fundadores da empresa INTRAL (1950). Participou do Coral Santa Teresa. Atuou como vereador pela ARENA entre 1968 e 1972. Presidiu o Aeroclube de Caxias do Sul.
Aldo Pedro Fedrizzi nasceu no dia 07 de agosto de 1920, na localidade de São Romédio, situado no Travessão Santa Teresa da Quinta Légua de Caxias do Sul. Era filho de Antonio Fedrizzi e Eliza Gollo Fedrizzi e neto de Celeste Fedrizzi e Raimunda Webber Fedrizzi. Casou-se no dia 04 de maio de 1946, na Catedral Diocesana Santa Teresa, com Aládia Celínia Pedron, nascida aos 21 de outubro de 1923 e filha de Luminato Pedron e Maria Segat Pedron. O pai de Aládia, Luminato Pedron, foi um grande empresário, proprietário de cantina de vinhos e um dos primeiros sócios da Sociedade Vinícola Rio Grandense Ltda.; foi sócio, ainda, de uma empresa de materiais de construção, além de possuir sociedade em outros ramos de negócios.
Aldo e Aládia tiveram três filhos: Aldo José Pedron Fedrizzi, nascido a 23 de abril de 1956 (casou-se com Jaqueline de Azevedo e tiveram um filho, chamado Arthur de Azevedo Fedrizzi, nascido em 25 de janeiro de 1993; Arthur nascera surdo, como o pai); Arnaldo Pedron Fedrizzi, nascido a 22 de janeiro de 1958 e Arlete Regina Pedron Fedrizzi, nascida a 18 de Março de 1960.
Aldo foi fundador do Instituto de Educação de Surdos (em 22 de agosto de 1960), visando não só um tratamento para o filho bem como um auxílio a outros pais que também tiveram filhos com a mesma necessidade especial. Aldo José foi o primeiro aluno matriculado da instituição, localizada na Vila Kayser e anexa ao Grupo Escolar João Paternoster, atual Escola Olga Maria Kayser. Aldo foi buscar em Porto Alegre o professor surdo David Battastini Filho para ministrar aulas ao filho e aos demais alunos que estavam sendo matriculados na Instituição. O Instituto usou esta sala do grupo escolar Paternoster por pouco tempo, pois, entre os meses finais de 1960 até o início de março de 1961, o Instituto de Educação de Surdos usou uma construção de madeira que foi a biblioteca Monteiro Lobato, no Parque Infantil Monteiro Lobato, no então Bairro Guarany, atual bairro Exposição.
Em março de 1961, mudou-se para o Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer; em agosto de 1963, o instituto retornou para o local onde estava a biblioteca (Rua Santos Dumont, próximo da MAESA), mas com nova sede: um prédio em alvenaria, onde permaneceu de 1963 a 1986. Atualmente (2016), no mesmo prédio inaugurado em 1963, funciona a Sociedade dos Surdos de Caxias do Sul e o Centro de Atenção Psicossocial.
Aldo Pedro Fedrizzi faleceu aos 04 de maio de 1992 e Aládia Celínia Pedron Fedrizzi faleceu aos 27 de Outubro de 2014.
Nascida a 21/11/1914 em Caxias – RS, Odila Zatti era a filha única do casal Fioravante Zatti (18/12/1892 a 10/03/1936; filho do casal Giacomo Zatti e Luisa Fregonese) e Leonilda Fasoli Zatti (26/09/1893 a 20/03/1969; filha do casal Giacomo Fasoli e Felicita Fabris), fundadores da casa de comércio que marcou época na então rua Júlio de Castilhos, entre as ruas Borges de Medeiros e Alfredo Chaves.
Iniciou seus estudos no Colégio Pompéia das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Ana Rech, localidade de Caxias. Bastante avançada para a época, a jovem Odila dividia-se entre os bailes de Carnaval do Clube Juvenil, as férias em Torres – RS e as aulas de piano, pintura e dança – em especial o famoso charleston, tão em voga nos bailes dos anos 1920. Concluiu os estudos no Gymnasio Estadoal Feminino Nossa Senhora do Bom Conselho de Porto Alegre – RS: gostava muito das viagens de trem até à capital junto a outros estudantes de Caxias. Sua mãe, Leonilda, a visitava com frequência. Odila formou-se em 14/12/1934.
O título de Rainha da Festa da Uva chegou em janeiro de 1934, dois anos após um episódio que poderia ter comprometido toda a história, quando ainda em Porto Alegre contraiu febre tifoide, perdendo todo o cabelo. De volta a Caxias e recuperada da doença, a jovem de 19 anos foi eleita por voto popular e, na sequência do resultado, ovacionada na varanda de sua casa pelo público e pela Banda do Batalhão de Caçadores. A coroação deu-se em 24/02/1934, em cerimônia realizada no Clube Juvenil, com presenças de José Antônio Flores da Cunha, Interventor Federal, e Joaquim Pedro Salgado Filho, Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio.
Odila sagrou-se Rainha acompanhada pelas aias Yvonne Paganelli, Carmem Hipólito e Ilka Falcão Fontoura, e pelas princesas Alda Gomes, Julieta Dal Prá e Zaíra Pante, com quem participou do corso ocorrido durante a Festa, em um carro alegórico de dezessete metros de comprimento. Sua filha Marta relata que, ao contar a história aos filhos, imitava a música da banda e as palmas das pessoas para que deixasse suas imaginações correrem e que a mãe emprestava às filhas pequenas as pedras preciosas que integravam o traje oficial de rainha, para que brincassem. Sua coroa pertence, atualmente, à filha Vera Festugato De Carli; já o vestido de Odila foi doado ao grupo de teatro da Aliança Francesa, para ser utilizado nas montagens teatrais do grupo, atuante entre 1958 e 1964.
Odila Zatti casou com o médico Gaston Festugato, filho de Antonio Natale (20/08/1881 a 10/01/1970; filho de Giovanni Batista Festugato e Angela Pelosato) e Olga Boscaro Festugato (07/08/1886 a 27/12/1953; filha de Agostino Boscaro e Luisa Santini), em 27/09/1939, nascendo dessa união os filhos Carlos (14/02/1941), Beatriz (15/02/1942), Vera (17/01/1944), Marta (10/10/1950) e Maria (26/11/1954).
Ela faleceu em 13/09/1990, aos 76 anos, vítima de parada respiratória e problemas no fígado.
Nasceu em 18 de março de 1949, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filho do metalúrgico Itvino Michelli e da dona de casa Itália Pacífica Dal Pan Michelli. O ensino fundamental foi realizado no Colégio Nossa Senhora do Carmo e no Seminário dos Capuchinhos, em Vila Flores (RS), onde permaneceu até 1963. Trabalhou inicialmente como auxiliar de soldador junto ao pai metalúrgico. Em 1965, ingressou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a fim de realizar o curso de tornearia mecânica. No ano de 1966, ainda no SENAI, participou do Grêmio Estudantil local. Iniciou o ensino médio no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, período em que militou na União Caxiense dos Estudantes Secundaristas (UCES) . Entre os anos de 1967 e 1968, morou em Porto Alegre (RS), onde estudou na Escola Técnica Estadual Parobé, além de atuar na União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES) e aproximar-se do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao retornar a Caxias do Sul, militou no PCB e, posteriormente, saiu do partido para ingressar na VAR Palmares. Foi preso e torturado pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Permaneceu encarcerado por sessenta dias na Ilha do Presídio, em Porto Alegre. Após o período de prisão, retornou à cidade natal, onde trabalhou no Instituto Santo Agostinho, na Comissão Municipal de Amparo à Infância (COMAI) e nas empresas Randon S/A, Alpina do Brasil e MEC-Rul. Concluiu Engenharia Mecânica na Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde presidiu o Diretório Acadêmico do curso. Representou os militantes na Comissão Especial de Indenização a Ex-presos Políticos.
Dados extraídos da entrevista.