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Registro de autoridade
Unidade Banco de Memória Oral
BR RS AHMJSA BMO · Entidade coletiva · 1980

A Unidade Banco de Memória Oral iniciou suas atividade em 1980 e está em constante ampliação de seu corpus documental com o registro da memória de diferentes sujeitos e comunidades por meio de entrevistas semidirigidas.

A História Oral é a metodologia de pesquisa e registro de fontes voltadas ao estudo da História, da Antropologia e das Ciências Sociais. Consiste na realização e transcrição de entrevistas com pessoas que testemunharam os acontecimentos de seu tempo ou guardam na memória narrativas herdadas de outras gerações: pais, avós ou pessoas mais velhas.
O Banco de Memória do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami tem como primeira entrevista a história de vida da senhora Aurora Pezzi Ungaretti (1893-1997), em que as lembranças se entrelaçam à história dos primeiros imigrantes italianos e à formação da fisionomia urbana de Caxias do Sul. Mantendo a continuidade do trabalho, o setor conta com mais de mil entrevistas realizadas.

As entrevistas versam sobre diferentes temas: histórias de vida, política, educação, cultura, arte, associativismo, industrialização, sindicalismo, religião, esporte, entre outros. Os relatos também retratam a vida cotidiana, revelando valores, costumes, hábitos e a trama das relações sociais e familiares. A faixa etária dos entrevistados, oriundos de diversos segmentos sociais, se estende dos 20 aos l06 anos, o que é representativo para uma cidade que recebeu seus primeiros colonizadores em 1875. A lembrança de um passado tão recente permite a recomposição do cotidiano rural e urbano de nossa cidade.

Por trabalhar com “arquivos vivos”, o Banco de Memória oportuniza fontes históricas que, no seu conjunto, transcendem a memória individual integrando-se à memória coletiva. As narrativas complementam-se mutuamente, contribuindo para a construção de uma História Pública. Nesse sentido, a História Oral tem a sensibilidade de ouvir e reconhecer a riqueza do testemunho e, assim, pode dialogar com a historiografia oficial, com os documentos escritos; escutar a voz de diferentes sujeitos históricos para fazer a história de todos.

Conselho Municipal
BR RS APMCS C · Entidade coletiva · 1892-1930
Enio Luiz Arioli
BR.RA.AHMJSA.AP.ARI · Pessoa · Brasil, Caxias- RS, em 10/11/1928 / Brasil, Caxias do Sul – RS, em 01/11/1992

Enio Luiz Arioli, nasceu em 10/11/1928, filho de José Arioli (18/12/1884 - 02/08/1966) e de Edithe [Edith, Felice, Fenice] Pezzi Arioli (24/05/1888 – 09/05/1950). Era o caçula de 9 irmãos: Tereza Joana Arioli “Terezinha” (1910- indeterminado); Joana Arioli “Joaninha” (1912-1979); Carlito Arioli (1913 - 1994); Adelina Arioli (1917-1981); Gema Arioli (1919-1921); Maria Arioli (1921-1921); Mansueto Arioli (1922- indeterminado); Alberto Arioli (1925- 2021).

Iniciou sua vida profissional na Metalúrgica Abramo Eberle no cargo de aprendiz, no setor de Depósito e Expedição e durante 46 anos (13/04/1943 a 29/01/1988) exerceu diversas funções dentro da empresa, sendo gerente do Varejo de Caxias do Sul, no período de 1952 a 1974. Sendo homenageado com o Jubileu de Prata em 1968. Após, de 1974 a 1988, gerenciou a filial da empresa em Porto Alegre-RS. Neste período, entre 1981 e 1982, Enio foi transferido para a fábrica matriz de Caxias do Sul, assumindo a Gerência Nacional de Vendas das fábricas nº 2 e 8. Em 1982 foi novamente transferido como Gerente de Vendas da Regional de Porto Alegre, fábricas nº 2 e 8.

Casou-se com Ada Therezinha Chiaradia em 09/02/1952, e com ela teve 3 filhos: Alexandre Luiz (14/11/1952), Adriana Maria (30/09/1959) e Vicente José (12/11/65).

Recebeu muitos prêmios e homenagens pela sua atuação na área de vendas. Ajudou a fundar o Rotary Clube Imigrante, onde foi eleito o 1º Presidente durante o mandato 1969-1970; Participou de curso na Escola Superior de Guerra (ADESG) em 1966; Integrou desde a fundação o Clube dos Diretores Lojistas de Caxias do Sul (CDL), sendo Presidente nos anos de 1966-1967; Integrou a Ordem Maçônica na Loja Duque de Caxias – 3º Milênio, Caxias do Sul, sendo iniciado em 02/02/1973.

Por meio do Processo legislativo nº XXV/99 de autoria do vereador Francisco Assis Spiandorello foi aprovada a Lei nº 5.115 de 12 de maio de 1999, que denomina a rua Enio Luiz Arioli, no Bairro Esplanada, loteamento Residencial Madre Xavier.

Faleceu em 01/11/1992, aos 63 anos, em Caxias do Sul- RS.