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Registro de autoridade
Reno Mancuso
Pessoa · 11-11-1919 1974
Mancuso Caxias
Entidade coletiva · 1909-[1950]

Domingos Mancuso abre o estúdio em sociedade com seu cunhado Pedro Fonini em 1909, com o nome de Mancuso&Fonini. Logo abre ateliê fotográfico próprio.
Em 1910 consta que o Ateliê Mancuso localiza-se na Rua Sinimbu nº 14, e já em 1911 o endereço passa a Rua Sinimbu, 28.
Na década de 1930 os filhos Clemente, Caetano e Reno passam a trabalhar no estúdio.
Em 1937, Reno Mancuso assume o estúdio, transferindo o mesmo em 1942 para a Avenida Júlio de Castilhos nº 1657, ao lado do Clube Juvenil.
Na década de 1950 Reno passa a trabalhar no setor de fotografia da Ótica Caxiense.

Agenor da Silva

Nasceu em 1902, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul (Brasil). Filho de Rafael da Silva, auxiliar de engenheiro da Intendência de Santa Maria, e de Malvina Gonçalves da Silva. Em Santa Maria, o entrevistado trabalhou como impressor e cobrador no Jornal Correio da Serra e na Livraria do Globo. Por volta de 1920 mudou-se para Caxias do Sul, onde inicialmente trabalhou na Estação Férrea. Nessa mesma década, colaborou na criação da União Operária. Após a Lei da Sindicalização de 1931, atuou na organização de quatro associações sindicais: dos Metalúrgicos, dos Trabalhadores da Indústria de Vinho, Cervejas e Bebidas em Geral, do Mobiliário e dos Trabalhadores em Pele. Em Caxias do Sul, foi um dos fundadores da União Sindicalista, posteriormente chamada de Sindicatos Reunidos, bem como do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1945. Após o Golpe Civil Militar (1964), atuou na criação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na cidade. Trabalhou como serralheiro na Industrial Madeireira Ltda até 1966. Faleceu em 17 de novembro de 1998.
Dados extraídos da entrevista.

Ernesto Bernardi

Ernesto Bernardi nasceu dia 21 de setembro de 1904, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul (Brasil), filho de Ercília Bernardi e de Augusto Daré. Formou-se capataz rural na Escola Técnica de Agricultura, em Viamão (RS). Casou-se com Alice Telles Bossle, com quem teve os filhos Ernesto Augusto e Rosane. Trabalhou na Granja Coral em Porto Alegre (RS), na Estação Zootécnica da Escola de Engenharia de Alegrete (RS) e na Escola Industrial e Elementar de Rio Grande (RS). Foi enólogo por quarenta e seis anos na Scalzilli & Cia, posterior Companhia Brasileira de Vinhos S/A, atuando pela empresa em Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na década de 1920, aproximou-se do Partido Libertador (PL) e teve uma pequena participação na Revolução Federalista de 1923. A partir da década seguinte, passou a militar no Partido Comunista Brasileiro (PCB), devido à aproximação com o ideário socialista. Foi um dos fundadores da Associação dos Camponeses sem Terra em Caxias do Sul. Foi diretor e editor do jornal “Voz do Povo”, fundado em 1945. Atuou no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vinho, Cervejas e bebidas em Geral, na década de 1940, chegando a ocupar o cargo de presidente por breve período em 1952. Trabalhou na organização das associações de bairro em Caxias do Sul. Na década de sessenta, quatro dias após o Golpe Civil Militar (1964), foi preso em casa e enviado a Porto Alegre (RS), onde ficou detido por cinquenta e oito dias junto a outros comunistas históricos da cidade. Foi vereador suplente de Percy Vargas de Abreu e Lima, pela Aliança Republicana Socialista (ARS), cassado em abril de 1964. Quando o mandato foi recuperado pela ARS, Bernardi assumiu como terceiro suplente até 1967, devido à doença do vereador titular. Durante o período ditatorial, atuou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), nas associações de bairros e dos aposentados e pensionistas. Faleceu em 20 de agosto de 1987.

Dados extraídos das entrevistas e do livro “A história de um comunista”, de Édio Elói Frizzo.

Mauro De Blanco
Pessoa · 20-12-1923 2010

Nasceu em Bagé, RS, em 20 de dezembro de 1923. Filho do espanhol, natural de Odense, Claudino De Blanco e Aurila Couto De Blanco, Mauro teve uma irmã chamada Maria Helena. Sua infância foi marcada pelas contantes mudanças de endereço da família, até fixar endereço em Porto Alegre. Iniciou sua crreira profissional no Studio Aurora de Sioma Breitman em fevereiro de 1937, aos 13 anos de idade. Mauro De Blanco começou seu aprendizado pelo laboratório: revelava e lavava os negativos de vidro, além de preparar o revelador e o fixador seguindo as fórmulas prescritas. Fazendo uso de lápis e raspadeira, aprendeu a retocar negativos em vidro. Trabalhou no estúdio de Francisco Barnils, de 1939 a 1941, em Bagé, em idade para prestar serviço militar, deixou o trabalho para servir no Regimento de Cavalaria. Retornando a Porto Alegre trabalhou no Foto Apolo, de propriedade de Silvino Otto.
Trabalhou no Rio de Janeiro para os estúdios “Ávila” e “Nikolas”. Retornou a Porto Alegre, onde conheceu Giacomo Geremia. No Studio Geremia, atuou de 1943 a 1950 como retocador. O desejo de ter o próprio ateliê fez nascer a sociedade com o colega Ary Cavalcanti e a decorrente abertura do “ Studio Cavalcanti e de Blanco” A parceria foi breve, após dois depois Mauro retornava ao Studio Geremia, permanecendo até 1957.
Em fevereiro de 1958, com o nome De Blanco Fotografias, Mauro inaugurava seu estúdio sito a Rua Dr. Montaury, nº. 707. Fazendo uso do claro-escuro e do movimento, difundia em Caxias um novo estilo de fotografar. Aboliu o retoque e os cenários suntuosos. Em 1965, transferiu-se para Av. Júlio de Castilhos, n° 1648, transformando o novo endereço no espaço por excelência dos retratos. Utilizando poucos recursos cênicos e tendo a luz como aliada, Mauro retratou noivas, atrizes, rainhas e princesas da Festa da Uva, produziu ensaios fotográficos, uma pratica habitual entre as famílias abastadas da cidade. Em 1982, desativou o estúdio, concentrando a vida profissional e privada em sua casa no Bairro Jardim Margarida.
Ao longo de mais de 50 anos de atividade, deu preferência ao retrato, mas também dirigiu o olhar e as câmeras para personagens anônimos das ruas e fábricas. Nas fotografias para jornais e revistas, capturou flagrantes do cotidiano, registrou eventos culturais e esportivos, principalmente jogos de futebol. O envolvimento com as artes o levou a participar do Ateliê de Teatro da Aliança Francesa (1958-1964). Como amador participou da peça Arsênico e Alfazema; como fotógrafo, registrou ensaios, cenas no camarim e no palco, documentando com maestria uma época de efervescência cultural da cidade. Ampliou suas atividades, prestando serviços à Metalúrgica Abramo Eberle por cerca de 40 anos. Além de fotografar produtos para catálogos, calendários e revistas, seu olhar captou pessoas e máquinas na linha de produção. A partir de 1970 estendeu seus serviços publicitários para a Metalúrgica Bellini, Grupo de Zorzi, Randon S.A. Grupo Stédile, Lanifício Shebe, Fasolo Artefatos de Couro LTDA, entre outras, especulando efeitos de luz, escolhendo o melhor ângulo, criando equipamentos. Mauro é da geração dos pioneiros na fotografia publicitária caxiense. Comprometido com sua categoria profissional, fundou a Associação dos Fotógrafos Profissionais do Rio Grande do Sul e a Associação dos Fotógrafos de Caxias do Sul, seu propósito era regulamentar a profissão.
No tempo livre, Mauro dava vazão ao seu talento fotografando a paisagem rural: Profissionalmente, deixou de fotografar por volta de 1985.
Mauro faz parte da geração de fotógrafos que passou pelas chapas de vidro, pelo retoque para corrigir e embelezar retratos. Acompanhou a evolução da fotografia, sempre atento a dar singularidade ao seu trabalho. Faleceu em 19 de outubro de 2010. A sua trajetória profissional está agrupada nos negativos e positivos que ele próprio preservou e que retrata mais de meio século da história da fotografia em Caxias do Sul. Recebeu diversos prêmios: Prêmio da melhor fotografia (Inferno de Dante), concurso nacional da Revista “Aconteceu”, RJ, 1952; Prêmio: Helsinki Exibition of Photographi Art, Finlândia; 1959; AOP Calcutá Internacional of Photographi, Índia, 1959; Prêmio Pondicherry Salon, Índia. 1959; Prêmio Aliança Francesa – Salão Internacional, 1962; Prêmio Foto Cine Gaúcho, 1962; Prêmio Salão Internacional de Tokio, Japão, 1961; Prêmio Salão Internacional de Arte Fotográfica do RS, 1962; Prêmio 2° Salão Internacional de Nova Friburgo, 1962.

Thomaz Ferreira de Almeida

Nasceu em 1907, na cidade de Assis, no estado de São Paulo (Brasil), filho de um militar da marinha que participou da Revolução Federalista de 1893. Atuava como pedreiro da construção civil. Transferiu-se para Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, em meados da década de 1920. Integrou a União Sindicalista e foi um dos organizadores do Sindicato da Construção Civil. Por volta de 1935, foi secretário da União Sindicalista. Participou ativamente do jornal “Voz do Povo”, periódico local de orientação comunista. Foi preso com a repressão instaurada após a Intentona Comunista e o advento do Estado Novo (1937-1945). Morou em Porto Alegre (RS), entre 1954 e 1977, devido à dificuldade de reinserir-se formalmente no mercado de trabalho caxiense após a prisão política.

Renato Viero

Renato Viero nasceu em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), no dia 27 de outubro de 1935, filho dos imigrantes italianos Antônio Viero e Maria Pellin Viero. Realizou o ginásio no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Trabalhou na Tecelagem Marisa de 1953 a 1978, quando a empresa encerrou as atividades. Ingressou no Sindicato da Fiação e Tecelagem em janeiro de 1960. Foi tesoureiro da entidade em 1961. No ano de 1962 assumiu a presidência, cargo que ocupou até 1988. Foi presidente da Federação dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem em Porto Alegre (RS). Participou do Conselho do Plano Diretor Urbano (CPDU) de 1970. Faleceu em 2008