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Registro de autoridade
Ricardo Gorki Segalla
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 30/01/1953

Ricardo Gorki Segalla nasceu em trinta de janeiro de 1953, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filho de Bruno Segalla e de Almira da Silva Segalla. O pai foi sindicalista, político e renomado artista plástico, cuja trajetória foi marcada pela luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e pela atuação na Metalúrgica Abramo Eberle. O entrevistado estudou no Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer, na Escola Estadual de 1º Grau Presidente Vargas, no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza e no Colégio Nossa Senhora do Carmo. Colaborou nas campanhas políticas do pai, realizando a distribuição de panfletos e também de jornais de cunho comunista durante a ditadura. Em 1970, foi preso e torturado em Lages (SC). É formado em Direito pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), atuando na área criminal.
Dados extraídos da entrevista e do site do Instituto Bruno Segalla (IBS).

Aura Ribeiro Mendes da Silva
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 02/04/1922 - f. 15/06/2021

Aura Ribeiro Mendes da Silva nasceu no dia 02 de abril de 1922, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filha de Américo Ribeiro Mendes e de Antonieta Amoretti Mendes. Neta de Antônio José Ribeiro Mendes, que teria sido responsável pela condução da primeira leva de imigrantes italianos do Rio de Janeiro a Caxias. O pai de Aura criou a Tipografia e a Livraria Mendes, foi também um dos fundadores do Clube Juvenil, assim como do primeiro Círculo de Pais em Mestres, vinculado à Escola Complementar de Caxias. O avô materno, Nicolau Amoretti, criou a Associação Comercial, atual Câmara de Indústria e Comércio (CIC) da cidade. A entrevistada estudou na Escola Complementar de Caxias (denominada Escola Normal Duque de Caxias em 1943) e, em 1942, cursou a Escola Superior de Educação Física (ESEF), em Porto Alegre. Lecionou na Escola Bento Gonçalves da Silva, localizada na cidade de Bento Gonçalves, no Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer, onde implementou o uso do calção esportivo para as meninas e no Instituto Estadual de Educação Cristovão de Mendoza, onde treinou as equipes de voleibol feminino e permaneceu até a aposentadoria. Hospitalizada devido à uma fratura no fêmur, faleceu no dia 15 de junho de 2021.

Saul João Devenz
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 09/11/1955

Saul João Devenz nasceu no dia nove de novembro de 1955, filho de Alcides João Devenz e de Zélia Catarina Mezzomo Devenz, em Flores da Cunha, Rio Grande do Sul (Brasil). O pai foi professor de “leitura e interpretação de desenho”, no SENAI – Nilo Peçanha, durante trinta e nove anos. O entrevistado estudou no Instituto de Educação Cristóvão de Mendoza e no SENAI. Trabalhou na Robertshaw do Brasil em 1974. Ainda na instituição SENAI, foi professor de mecânica, entre 1977 e 1992, e a partir de 1992 exerceu o cargo de diretor. Em 2012, ano da entrevista, continuava atuando como diretor dessa instituição.

Roni Rosa
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 11/04/1945 f. 15/02/2025

Roni Rosa nasceu no dia onze de abril de 1945 em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil), filho de Mário Rosa e de Irena Rosa. Estudou no Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer e no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI – Nilo Peçanha), em Caxias do Sul. Trabalhou na Metalúrgica Abramo Eberle e foi professor instrutor do SENAI, onde se aposentou.

Zilca Rossi Montanari
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 05/05/1923 - f. ?

Zilca Rossi Montanari nasceu em 05 de maio de 1923, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Filha de Henrique Rossi e de Ernesta Storchi Rossi, imigrantes provenientes de Mântua, Itália. Estudou no Colégio Elementar José Bonifácio e na Escola Normal Duque de Caxias. Em 1943, cursou Educação Física na Escola Superior de Educação Física (ESEF) em Porto Alegre (RS). Iniciou o magistério em Lagoa Vermelha (RS). Lecionou no Grupo Escolar José de Alencar em São Francisco de Paula (RS). Transferida para Caxias do Sul, foi professora no Grupo Escolar do Burgo (atual Escola Estadual de Ensino Fundamental Ivanyr Euclínia Marchioro). Lecionou no Grupo Escolar Emílio Meyer, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Penna de Moraes e na Escola Normal Duque de Caxias. Trabalhou no Colégio São Carlos após a aposentadoria.

Louseno Menegotto
BR RS AHMJSA · Pessoa · n. 25/06/1928

Louseno Menegotto nasceu no dia nasceu no dia 25 de junho de 1928, filho de Luiz Menegotto e de Laura Maria Ramon Menegotto, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). Estudou no Seminário Nossa Senhora Aparecida e no Seminário Maior Conceição, em São Leopoldo. Cursou Direito em Caxias do Sul. Foi professor no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de 1951 a 1976. Casou-se com Syria Antônia Detânico em 1955, com quem teve duas filhas e um filho. Fundou a Eletrônica Menegotto em 1959. Foi também um dos fundadores da empresa INTRAL (1950). Participou do Coral Santa Teresa. Atuou como vereador pela ARENA entre 1968 e 1972. Presidiu o Aeroclube de Caxias do Sul.

Aldo Pedro Fedrizzi [e família]
BR RS AHMJSA AP-FED · Pessoa · 07/08/1920 a 04/05/1992

Aldo Pedro Fedrizzi nasceu no dia 07 de agosto de 1920, na localidade de São Romédio, situado no Travessão Santa Teresa da Quinta Légua de Caxias do Sul. Era filho de Antonio Fedrizzi e Eliza Gollo Fedrizzi e neto de Celeste Fedrizzi e Raimunda Webber Fedrizzi. Casou-se no dia 04 de maio de 1946, na Catedral Diocesana Santa Teresa, com Aládia Celínia Pedron, nascida aos 21 de outubro de 1923 e filha de Luminato Pedron e Maria Segat Pedron. O pai de Aládia, Luminato Pedron, foi um grande empresário, proprietário de cantina de vinhos e um dos primeiros sócios da Sociedade Vinícola Rio Grandense Ltda.; foi sócio, ainda, de uma empresa de materiais de construção, além de possuir sociedade em outros ramos de negócios.

Aldo e Aládia tiveram três filhos: Aldo José Pedron Fedrizzi, nascido a 23 de abril de 1956 (casou-se com Jaqueline de Azevedo e tiveram um filho, chamado Arthur de Azevedo Fedrizzi, nascido em 25 de janeiro de 1993; Arthur nascera surdo, como o pai); Arnaldo Pedron Fedrizzi, nascido a 22 de janeiro de 1958 e Arlete Regina Pedron Fedrizzi, nascida a 18 de Março de 1960.

Aldo foi fundador do Instituto de Educação de Surdos (em 22 de agosto de 1960), visando não só um tratamento para o filho bem como um auxílio a outros pais que também tiveram filhos com a mesma necessidade especial. Aldo José foi o primeiro aluno matriculado da instituição, localizada na Vila Kayser e anexa ao Grupo Escolar João Paternoster, atual Escola Olga Maria Kayser. Aldo foi buscar em Porto Alegre o professor surdo David Battastini Filho para ministrar aulas ao filho e aos demais alunos que estavam sendo matriculados na Instituição. O Instituto usou esta sala do grupo escolar Paternoster por pouco tempo, pois, entre os meses finais de 1960 até o início de março de 1961, o Instituto de Educação de Surdos usou uma construção de madeira que foi a biblioteca Monteiro Lobato, no Parque Infantil Monteiro Lobato, no então Bairro Guarany, atual bairro Exposição.
Em março de 1961, mudou-se para o Colégio Estadual Henrique Emílio Meyer; em agosto de 1963, o instituto retornou para o local onde estava a biblioteca (Rua Santos Dumont, próximo da MAESA), mas com nova sede: um prédio em alvenaria, onde permaneceu de 1963 a 1986. Atualmente (2016), no mesmo prédio inaugurado em 1963, funciona a Sociedade dos Surdos de Caxias do Sul e o Centro de Atenção Psicossocial.

Aldo Pedro Fedrizzi faleceu aos 04 de maio de 1992 e Aládia Celínia Pedron Fedrizzi faleceu aos 27 de Outubro de 2014.

Enio Luiz Arioli
BR.RA.AHMJSA.AP.ARI · Pessoa · Brasil, Caxias- RS, em 10/11/1928 / Brasil, Caxias do Sul – RS, em 01/11/1992

Enio Luiz Arioli, nasceu em 10/11/1928, filho de José Arioli (18/12/1884 - 02/08/1966) e de Edithe [Edith, Felice, Fenice] Pezzi Arioli (24/05/1888 – 09/05/1950). Era o caçula de 9 irmãos: Tereza Joana Arioli “Terezinha” (1910- indeterminado); Joana Arioli “Joaninha” (1912-1979); Carlito Arioli (1913 - 1994); Adelina Arioli (1917-1981); Gema Arioli (1919-1921); Maria Arioli (1921-1921); Mansueto Arioli (1922- indeterminado); Alberto Arioli (1925- 2021).

Iniciou sua vida profissional na Metalúrgica Abramo Eberle no cargo de aprendiz, no setor de Depósito e Expedição e durante 46 anos (13/04/1943 a 29/01/1988) exerceu diversas funções dentro da empresa, sendo gerente do Varejo de Caxias do Sul, no período de 1952 a 1974. Sendo homenageado com o Jubileu de Prata em 1968. Após, de 1974 a 1988, gerenciou a filial da empresa em Porto Alegre-RS. Neste período, entre 1981 e 1982, Enio foi transferido para a fábrica matriz de Caxias do Sul, assumindo a Gerência Nacional de Vendas das fábricas nº 2 e 8. Em 1982 foi novamente transferido como Gerente de Vendas da Regional de Porto Alegre, fábricas nº 2 e 8.

Casou-se com Ada Therezinha Chiaradia em 09/02/1952, e com ela teve 3 filhos: Alexandre Luiz (14/11/1952), Adriana Maria (30/09/1959) e Vicente José (12/11/65).

Recebeu muitos prêmios e homenagens pela sua atuação na área de vendas. Ajudou a fundar o Rotary Clube Imigrante, onde foi eleito o 1º Presidente durante o mandato 1969-1970; Participou de curso na Escola Superior de Guerra (ADESG) em 1966; Integrou desde a fundação o Clube dos Diretores Lojistas de Caxias do Sul (CDL), sendo Presidente nos anos de 1966-1967; Integrou a Ordem Maçônica na Loja Duque de Caxias – 3º Milênio, Caxias do Sul, sendo iniciado em 02/02/1973.

Por meio do Processo legislativo nº XXV/99 de autoria do vereador Francisco Assis Spiandorello foi aprovada a Lei nº 5.115 de 12 de maio de 1999, que denomina a rua Enio Luiz Arioli, no Bairro Esplanada, loteamento Residencial Madre Xavier.

Faleceu em 01/11/1992, aos 63 anos, em Caxias do Sul- RS.

Euclides Triches
BR.RS.AHMJSA.AP.EUC · Pessoa · 23/04/1919 a 11/02/1994

Euclides Triches nasceu em Caxias do Sul – RS, mais precisamente na região da 9ª Légua (bairro Santa Catarina), no dia 23/04/1919, e era filho de João Triches, oriundo de Santa Giustina, província de Belluno – Itália, e de Adélia Bracaggioli Triches. João e Adélia tiveram cinco filhos: Gino, Euclides, Clélia, Olga e Hilda. Cursou o primário no Colégio Nossa Senhora do Carmo, de sua cidade natal, e no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Bom Princípio, localidade que na época pertencia ao município de São Sebastião do Caí – RS. Após concluir o ginásio no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em 1936, transferiu-se para o Rio de Janeiro – RJ, então Distrito Federal, onde frequentou o “Curso Freycinet”, onde formou-se em Matemática Superior, e o curso preparatório para a carreira militar no ano seguinte.
Sentou praça em abril de 1938 ao ingressar na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de Engenharia em dezembro de 1940. Promovido a segundo-tenente em agosto de 1941, foi transferido ainda nesse ano para o 3º Batalhão Rodoviário, sediado em Lagoa Vermelha – RS, onde participou da construção da rodovia Vacaria/Lagoa Vermelha/Passo Fundo até 1943. Nesse ínterim, foi promovido a primeiro-tenente em outubro de 1942. Em 1944, serviu no 1º Batalhão Ferroviário, com sede em Bento Gonçalves – RS, tendo participado das obras de construção da ferrovia ligando essa cidade a Rio Negro – PR. Nesse mesmo ano, foi lotado no Arsenal de Guerra General Câmara, no Rio Grande do Sul, alcançando o posto de capitão em maio de 1945. Diplomado em engenharia metalúrgica pela Escola Técnica do Exército em 1948, passou no ano seguinte a atuar no Departamento de Fundição de Metais da Fábrica de Juiz de Fora – MG.
Depois de se reformar como major em 1951, iniciou vida política ao se eleger prefeito de Caxias do Sul (31/12/1951 a 31/01/1954) na legenda da coligação formada pelos partidos: Partido Social Democrático (PSD), Partido Libertador (PL), União Democrática Nacional (UDN) e Partido de Representação Popular (PRP), com os slogans “Água para a cidade, estradas para a Colônia” e “Colônia rica, cidade milionária”. No ano seguinte, foi convidado pelo governador Ildo Meneghetti para ocupar a Secretaria de Obras Públicas do Estado do Rio Grande do Sul, renunciando ao cargo de prefeito. Ainda em 1955, licenciado da Secretaria, concorreu à prefeitura de Porto Alegre na legenda da Frente Democrática, coligação que reunia a UDN e o PSD, representando o situacionismo estadual. Foi, contudo, derrotado por Leonel Brizola, candidato do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro. Durante sua gestão como Secretário de Obras Públicas do RS, foi concluída a construção do sistema de pontes sobre o rio Guaíba.
Em 1959, depois de encerrado o governo Meneghetti, foi designado para integrar uma comissão técnica no EMFA – Estado-Maior das Forças Armadas, na qual permaneceu até o ano seguinte. Em 1961, foi indicado pelo CNPq – Conselho Nacional de Pesquisas para fazer um estágio de aperfeiçoamento em estabelecimentos industriais de vários países da Europa por um período de um ano. De volta ao país, elegeu-se como Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul no pleito de outubro de 1962, na legenda da Ação Democrática Popular, integrada pelo PL, o PRP, a UDN e o PDC – Partido Democrata Cristão; foi empossado em fevereiro de 1963 (02/02/1963 a 01/02/1971). Em abril do mesmo ano, tornou-se vice-líder do PDC, ocupando a partir de maio de 1964 (após o movimento político-militar de 31/06/1964, que derrubou o presidente João Goulart) a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados.
Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27/10/1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em dezembro de 1965 à ARENA – Aliança Renovadora Nacional, partido governista. Em maio do ano seguinte, tornou-se vice-líder da Arena na Câmara, reelegendo-se nessa legenda no pleito de novembro de 1966. Durante seus mandatos, Triches integrou as comissões de Orçamento, de Segurança Nacional e de Minas e Energia da Câmara, tendo sido, no segundo, vice-líder da Arena e do governo. Membro do PSD, fez parte do movimento de partidos de direita (junto com a UDN e o Partido Libertador) para a formação da conservadora ARENA, sustentação civil do regime militar iniciado com em 1º de abril de 1964.
Indicado por Brasília, foi eleito governador do Rio Grande do Sul com respaldo parcial da Assembleia Legislativa Estadual em novembro de 1970, já no governo do General Emílio Garrastazu Médici. Assumiu o cargo em março do ano seguinte, dois meses depois de encerrar seu mandato na Câmara, em substituição a Valter Peracchi Barcelos (15/03/1971 a 14/03/1975). Em sua administração, tomou iniciativas nos setores da educação – cedeu parte da área da Estação Experimental de Viticultura e Enologia da Caxias do Sul para a construção da Universidade de Caxias do Sul –, pecuária, agricultura, indústria, transportes – foi dele a proposição da construção da Rota do Sol –, comunicações e energia. Quando deixou o governo gaúcho, foi substituído por Sinval Guazelli, também arenista e igualmente eleito pela Assembleia Legislativa Estadual. Após seu mandato como governador, seria indicado para a presidência da Amazônia Mineração S/A.
Em 1951, foi eleito Presidente Honorário do Aeroclube de Caxias do Sul. Em 18/10/1974, lhe foi concedido o título de “Cidadão Sul-Lourenciano” pela Câmara Municipal de São Lourenço do Sul – RS.
Durante a inauguração da nova sede da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, em 22/011/1996, o largo que faz a integração entre o Centro Administrativo Municipal e a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi oficialmente denomidado “Centro Cívico Euclides Triches”. No local, foi instalada uma herma com a imagem de Triches, de autoria do escultor caxiense Bruno Segalla.
Era casado com Neda Mary Eulália Ungaretti Triches, com quem teve um filho, André Ungaretti Triches [1962]. Faleceu no dia 11/02/1994, aos 74 anos, vítima de problemas cardiovasculares, no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre. Foi velado no Palácio Piratini e sepultado no Cemitério Público Municipal de sua cidade natal.

Odila Zatti
BR.RS.AHMJSA.AP.OZT · Pessoa · 21/11/1914 a 13/09/1990

Nascida a 21/11/1914 em Caxias – RS, Odila Zatti era a filha única do casal Fioravante Zatti (18/12/1892 a 10/03/1936; filho do casal Giacomo Zatti e Luisa Fregonese) e Leonilda Fasoli Zatti (26/09/1893 a 20/03/1969; filha do casal Giacomo Fasoli e Felicita Fabris), fundadores da casa de comércio que marcou época na então rua Júlio de Castilhos, entre as ruas Borges de Medeiros e Alfredo Chaves.

Iniciou seus estudos no Colégio Pompéia das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, de Ana Rech, localidade de Caxias. Bastante avançada para a época, a jovem Odila dividia-se entre os bailes de Carnaval do Clube Juvenil, as férias em Torres – RS e as aulas de piano, pintura e dança – em especial o famoso charleston, tão em voga nos bailes dos anos 1920. Concluiu os estudos no Gymnasio Estadoal Feminino Nossa Senhora do Bom Conselho de Porto Alegre – RS: gostava muito das viagens de trem até à capital junto a outros estudantes de Caxias. Sua mãe, Leonilda, a visitava com frequência. Odila formou-se em 14/12/1934.

O título de Rainha da Festa da Uva chegou em janeiro de 1934, dois anos após um episódio que poderia ter comprometido toda a história, quando ainda em Porto Alegre contraiu febre tifoide, perdendo todo o cabelo. De volta a Caxias e recuperada da doença, a jovem de 19 anos foi eleita por voto popular e, na sequência do resultado, ovacionada na varanda de sua casa pelo público e pela Banda do Batalhão de Caçadores. A coroação deu-se em 24/02/1934, em cerimônia realizada no Clube Juvenil, com presenças de José Antônio Flores da Cunha, Interventor Federal, e Joaquim Pedro Salgado Filho, Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio.

Odila sagrou-se Rainha acompanhada pelas aias Yvonne Paganelli, Carmem Hipólito e Ilka Falcão Fontoura, e pelas princesas Alda Gomes, Julieta Dal Prá e Zaíra Pante, com quem participou do corso ocorrido durante a Festa, em um carro alegórico de dezessete metros de comprimento. Sua filha Marta relata que, ao contar a história aos filhos, imitava a música da banda e as palmas das pessoas para que deixasse suas imaginações correrem e que a mãe emprestava às filhas pequenas as pedras preciosas que integravam o traje oficial de rainha, para que brincassem. Sua coroa pertence, atualmente, à filha Vera Festugato De Carli; já o vestido de Odila foi doado ao grupo de teatro da Aliança Francesa, para ser utilizado nas montagens teatrais do grupo, atuante entre 1958 e 1964.

Odila Zatti casou com o médico Gaston Festugato, filho de Antonio Natale (20/08/1881 a 10/01/1970; filho de Giovanni Batista Festugato e Angela Pelosato) e Olga Boscaro Festugato (07/08/1886 a 27/12/1953; filha de Agostino Boscaro e Luisa Santini), em 27/09/1939, nascendo dessa união os filhos Carlos (14/02/1941), Beatriz (15/02/1942), Vera (17/01/1944), Marta (10/10/1950) e Maria (26/11/1954).

Ela faleceu em 13/09/1990, aos 76 anos, vítima de parada respiratória e problemas no fígado.