Mostrando 308 resultados

Registro de autoridade
Arminda Nunes Martins de Melo (Dona Loça)
Pessoa · n.1920

Arminda Nunes Martins de Melo, conhecida como Dona Loça, nasceu em 31 de dezembro de 1919, embora tenha sido registrada apenas em 1920, no distrito de Criúva, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. É filha de João Nunes Martins e Davina Rodrigues da Silva. Sua avó paterna e seu pai exerciam a prática das benzeduras, enquanto sua mãe atuava como parteira. Dona Loça aprendeu a benzer de forma autodidata. Sua conexão com os santos que a protegem e fazem curar quem ela benze vem de muito tempo, desde a sua infância. Sua primeira bênção ocorreu quando ainda era criança, antes dos dez anos de idade, ao atender um jovem de dezessete anos que sofria de dor de dente. Desde então, nunca mais parou de benzer. Até hoje, continua atendendo diariamente todas as pessoas que a procuram, com queixas diversas, como dores abdominais, picadas de insetos, dores no corpo, pedidos de proteção, entre muitos outros males. Ao longo de sua vida, teve dez filhos. Fonte: informações obtidas na entrevista e em pesquisa realizada pela Unidade.

Arlete Fátima Argenta
Pessoa · n. 15/11/1954

Arlete Fátima Argenta nasceu dia quinze de novembro de 1954, em Caxias do Sul (RS), filha de Juventino Argenta e Hilda Borges de Oliveira Argenta. Estudou na Escola São João Bosco e no Colégio São Carlos, onde cursou magistério. Formou-se em pedagogia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) com ênfase em Deficiência Intelectual, especializou-se em Deficiência Visual em um curso oferecido pelo governo do estado em Porto Alegre (RS). Foi professora da rede municipal de ensino, onde trabalhou nas salas de recursos e no acompanhamento pedagógico de pessoas com deficiência, nas escolas E.M.E.F Catulo da Paixão Cearense e E.E.E.M. Irmão José Otão. Participou da criação da Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEV), em 1983, e do Instituto da Áudio Visão (INAV), em 2009, nesta cidade. Nestas instituições trabalhou com Orientação e Mobilidade para capacitar deficientes visuais. Concorreu ao Prêmio Claudia em 2011, reconhecimento público do trabalho de mulheres brasileiras. Fonte: informações obtidas na entrevista e em pesquisa realizada pela Unidade.

Antônio Rodolfo
Pessoa · n.1927

Antônio Rodolfo (n.1927- ) nasceu na Fazenda Rosa, na localidade do Juá, em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul (Brasil). Neto de Agostini Rodolfi, filho do tropeiro Essio Rodolfo e de Dorcelina Antônia Rodrigues. Casou-se com Maria Izaura de Medeiros, de origem açoriana, em 27 de julho de 1949, com quem teve cinco filhos: Moacir Medeiro Rodolfo (1950), Clóvis Medeiros Rodolfo (1952), João Medeiros Rodolfo, Terezinha Medeiros Rodolfo (1958) e Jucelaine Medeiros Rodolfo (1971). Antônio seguiu a profissão do pai, transportando mercadorias entre os Campos de Cima da Serra e a região de Praia Grande, entre fins de 1930 e a década de 1940. Quando a tração animal foi substituída e o tropeirismo entrou em declínio, Antônio tornou-se caminhoneiro. Com o deslocamento da família para Caxias do Sul, o entrevistado passou a atuar no comércio local.
Fonte: informações obtidas na entrevista e em pesquisa realizada pela Unidade.

Antônio Jorge da Cunha
Pessoa · n. 13/07/1963

Antônio Jorge da Cunha nasceu no dia treze de julho de 1963, na comunidade quilombola Sussuarana, na cidade de Piripiri, no Piauí (Brasil), filho de José Maria da Cunha e de Maria Pereira da Cunha. Estudou até o quarto ano nessa localidade, o ensino fundamental e o médio foram realizados em Caxias do Sul. Aos vinte anos deixou a terra natal em busca de trabalho em São Paulo, cidade onde permaneceu por dois anos. No ano de 1985 mudou-se para Caxias, a convite do irmão que aqui residia. Trabalhou em várias empresas, ingressou no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), onde cursou LID e Metrologia. Após esse aprimoramento profissional, passou a trabalhar na Pigozzi Cipolla (1989), empresa caxiense adquirida pela EATON Corporation em 2005, onde ainda atua. Em 1991, casou-se com Nivane Bernardete da Silva, com quem teve três filhos: Éder, Ezequiel e Samuel. Duas décadas após o casamento, graduou-se em Licenciatura Plena em História pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Atualmente é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação na mesma instituição de ensino. Além de diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, o entrevistado é militante de movimentos sociais. Participou ativamente do processo que certificou, como remanescente de quilombo, a comunidade onde viveu no Piauí; integra a União Nacional dos Negros (UNEGRO); o Conselho da Comunidade Negra (COMUNE) e o Corpo de Lanceiros Negros, grupo constituído em Caxias do Sul no ano de 2022. Fonte: informações obtidas na entrevista e em pesquisa realizada pela Unidade.

Antonio